sábado, 27 de fevereiro de 2010

Introdução

Esta visita de estudo foi realizada no Parque Paleozóico de Valongo, pelas 3 turmas do 10º ano do ensino secundário do curso científico-humanístico da escola Didáxis de Riba D’Ave. A nossa turma realizou a visita no dia 3 de Fevereiro de 2010.

Tinha como intenção aprofundar os conhecimentos dos alunos em diversas áreas, tais como: tipo de enquadramentos geológicos da região visitada, tipo de fosseis e tipo de rochas características da região.

Primeiramente, tivemos no centro interpretativo, onde fomos elucidados sobre a historia do centro e da região de Valongo. O centro é um edifício recuperado de um antigo moinho e serração hidraulicos e Valongo ja esteve coberto por mar.


Enquadramento geológico do parque Paleozóico de Valongo

Valongo, à excepção de alguns terraços fluviais e dos aluviões de rio, são de idade Paleozóica ou mais antiga, com idades superiores a 280 milhões de anos.

As rochas existentes nesta região têm idades compreendidas entre o Pré-câmbrico ao Carbonífero. Após a sedimentação do Paleozóico de fácies marinha, a actuação da 1ª fase da orogenia hercínica originou a estruturação de uma estrutura chamada de “ Anticlinal de Valongo”, assim como dobras secundárias. Trata-se de uma grande dobra assimétrica.

A palavra orogenia refere-se aos processos tectónicos que afectaram a crusta terrestre ao longo dos tempos geológicos e que ocorreram em períodos determinados, dando origem ao aparecimento das grandes cadeias de montanhas, como os Himalaias. Actualmente considera-se que ocorreram três grandes orogenias principais: Caledónica, Hercínica e Alpina. Esta última foi a responsável pelo aparecimento dos Alpes e dos Pirenéus.

O Anticlinal de Valongo é uma dobra antiforma com os flancos assimétricos prolongando-se por uma extensão de cerca de 50km até Castro Daire. No Parque a parte central é ocupada pelo vale do Rio Ferreira. A oeste instalou-se uma bacia continental onde se depositaram as formações do carbonífero.

Descrição das paragens efectuadas

Depois de sairmos do centro interpretativo, fomos para o parque e efectuamos as seguintes paragens:

· 1ª Paragem – Observou-se uma falha. Esta falha deve-se ao facto de existir uma camada de recristalização. Determinou-se o seu sentido ao passar a mão pela falha e sentir que a aspereza da falha era ascendente (de baixo para cima). Isto diz-nos que o afloramento que se encontrava debaixo de nós tinha descido em relação ao outro; Viu-se a foliação do xisto (imagem à direita) e das diaclases e notou-se que o xisto é uma rocha frágil e que apresenta uma foliação característica: a xistosidade;





· 2ª Paragem – Devida à insistência da turma, a guia mostrou-nos um fojo (que ficava no caminho da visita), que é um local onde existia um filão. Este filão era enorme pois, como nos foi descrito, a sua extensão era desde o fojo até a uma serra que se encontrava no outro lado;



· 3ª Paragem – Observou-se Ripple marks (marcas da ondulação)

Como já foi referido o local do parque já foi coberto por mar, e estas marcas são deixadas pela ondulação na areia(imagem à direita), que depois são preservadas nas rochas, depois destas sedimentarem;



· 4ª Paragem – Analisou-se uma dobra onde eram bem nítidos os estratos.

Havia presença de quartzito que é um rocha mais resistente que o xisto anteriormente visto;






· 5ª Paragem – Viu-se um filão de quartzo com pirite. A pirite (imagem à direita) é uma rocha

chamada “ouro dos tolos” devida as suas semelhanças com o ouro em termos da cor. As diferenças da pirite para o ouro são a forma e a densidade;





· 6ª Paragem – Observou-se um conglomerado( imagem à direita) que é uma rocha constituída por grãos de quartzo e cimento silicioso. A sua formação ocorre devida à diagenese;



· 7ª Paragem – Por fim, a guia mostrou-nos cristas quartziticas no cimo da serra.

Comentários finais

Achamos a visita de estudo bastante enriquecedora.

Achamos fascinante o facto de aquela região já ter estado coberta por água e também o facto dos filões de rochas terem sido de grandes dimensões, como nos foi dito.

A viagem também foi muito divertida e pensamos que todos gostaram de a aproveitar.

Devíamos realizar mais visitas de estudo desde que sejam tão fascinantes, divertidas e gratificantes como esta foi.

Fontes: Texto: informações retiradas do site
http://www.paleozoicovalongo.com/local.swf, de folhetos e de apontamentos feitos durante a visita de estudo. Imagens cedidas pelo grupo de Márcia Lemos e Sofia Gomes e pelo grupo de David e Hugo.


quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

O petróleo: derivados e impactes

O petróleo é um recurso natural abundante, porém a sua pesquisa envolve elevados custos e complexidade de estudos. É também, actualmente, a principal fonte de energia. Serve como base para fabricação dos mais variados produtos, dentro dos quais destacam-se: benzinas, óleo diesel, gasolina, alcatrão, polímeros plásticos e até mesmo medicamentos.

Mais alguns derivados do petróleo e respectivas definições:

Gás liquefeito do petróleo (GLP) - consiste numa mistura composta por butano e propano, sendo aramazenado em botijas e utilizado como gás de cozinha.

Gasolina - É um dos produtos de maior importância do petróleo, sendo um líquido inflamável e volátil, consiste de uma mistura de hidrocarbonetos de C5 a C9. A gasolina é obtida por destilação e outros processos na refinaria. Com o propósito de baratear ou aumentar a octanagem da gasolina, são adicionados produtos não derivados do petróleo como o metanol e o etanol.

Querosene - fracção intermediária entre a gasolina e o óleo diesel. Este derivado é obtido pela destilação fraccionada do petróleo cru. É muito utilizado como combustível das torbinas de aviões a jacto e usado como solvente. Tem como característica principal a queima isenta de odor ou fumaça.

Óleo diesel - É um combustível empregado em motores a diesel. A sua característica principal é a viscosidade, considerando que, através desta propriedade, está garantida a lubrificação.

Parafinas - É um produto comercial de ampla amplicação, é usado como impermeabilizante de papel, explosivo, revestimento de pneus, e é misturado ao chocolate com o objectivo de dar consistência ao mesmo.



O petróleo é uma fonte de energia muito utilizada devido às sua variadas vantagens, mas também a sua utilização tem as suas desvantagens. A utilização, exploração e transportação do petróleo tem algumas consequências, como por exemplo:

  • Um petroleiro que transporta petróleo tem um acidente perto de uma costa ou mesmo no mar alto tem consequências muito graves. Perto das costas as espécies marinhas que habitam por perto podem morrer devido à ingestão de petróleo. Com a cadeia alimentar, outros animais que se alimentam dos que já estão contaminados acabam contaminados também, como por exemplo os patos, as gaivotas, outros peixes, entre muitos outros.




  • A queima do petróleo para a produção de energia faz com que emissões de gases com efeito de estufa sejam enviados para a atmosfera. Estes gases retêm o calor emitido pela Terra, e esse calor, em vez de se dissipar no espaço, fica retido na atmosfera aumentando a temperatura, dando-se o aquecimento global.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Como se processa a sedimentação

A sedimentação deve-se à acção da força gravítica e é condicionada pelas dimensoes, forma e densidade das partículas e pela velocidade do agente transportador. Pode ocorrer em meios emersos e imersos.
Também se processa por dois princípios:
  • Princípio da sobreposição dos estratos: forma-se, em primeiro lugar, na parte mais profunda, uma camada de estratos, geralmente composta pelas partículas de maior densidade. Consequentemente, as partículas com menor densidade, vão-se depositando, sempre em camadas de estratos. Aplicando esta regra numa sequência de estratos não deformada, conclui-se que cada estrato é mais recente que aquele que o subrepõe e mais antigo que aquele que está por cima.
  • Princípio da horizontalidade dos estratos: geralmente, os detritos depositam-se segundo camadas horizontais.
Imagem tirada durante a aula laboratorial:

Nesta fotografia nota-se diferentes camadas de estratos.